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sábado, 3 de julho de 2010

KU KANHAMA CA KATOMBA

Ku kanhama ca katomba, mwanda mutwe ya sweka. Cilama ca sala aze ngo hy na swama.
Tradução: Esperteza  da pulga que enterra a cabeça nos pêlos do cão, mantendo o corpo de fora e convencido de que está  escondido.

Ku kanhama ca katomba, mwanda mutwe ya sweka. Cilama ca sala aze ngo hy na swama.




Sabedoria Cokwe
C=tch; tx
Por: Soberno Canhanga

terça-feira, 15 de junho de 2010

WAKWATA MU HOPO WANU!

Ú wakwata mu hopo wano : Literalmente quer dizer que `quem pegou o copo (também) bebeu`.


Nos óbitos ou noutros eventos comunitários em que se distribui alguma bebida (seja ela espirituosa ou alcóolica) nem sempre esta chega para todos em grandes doses. Tem de ser distribuída equitativamente por todos os presentes de modo a que ninguém se sinta menosprezado ou posto de parte.

Lição: O pouco chega para todos; onde cabe um cabem dois;

Ú wakwata mu hopo wano

Sabedoria ambundu

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ú KWATESA

Ú wambuka; ú wahi: Okwatesa ni?
> Um está desmaiado e  o outo está morto: Quem ajudar?
Resposta: É preciso racionalizar o esforço.

Sabedoria ambundu

quarta-feira, 7 de abril de 2010

KANAMA OBÁ!

Kanama obá, katako kabe!
São as pernas (andando) que dão, as nádegas (por apenas ficarem sentadas) não dão!
> O mesmo que "é andando que se consegue" ou "barco parado não ganha frete"!

Kanama obá, katako kabe!
Sabedoria ambundu

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ú WOTELELA SANJI LI WILO WÊ

Nas comunidades rurais de Angola, onde os aldeões têm sempre animais de pequeno porte (galinhas, cabras, ovelhas, porcos) para brindarem aos seus visitantes (relevantes) é habitual o anfitrião mandar toda a galinha (cozida) à mesa do(s) visitante(s), aguardando, porém, pelo que restar do repasto.

A leitura do adágio em epigrafe é: "quem brinda ao visitante uma galinha (ou outro animal) também tem vontade de comer carne".

> É preciso não abusar da hospitalidade, tão pouco da bondade.

Ú WOTELELA SANJI LI WILO WÊ

Sabedoraia ambundu

domingo, 7 de fevereiro de 2010

MUNDWYA ÚNHANA

Mundwya únhana kawlila koxi'mema!
Literalmente para o português: A jinguba roubada não se deve comer debaixo da água, pois as cascas sempre sobem à superfície.
Lição: Nada oculto que não chegue ao conhecimento!

Mundwya únhana kawlila koxi'mema!

Sabedoria ambundu

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

KALUMBUNGU LYEBWÉ-LYEBWÉ?

É outra das adivinhas, carregadas de ensinamentos orais, que só se aprendem no Jango, com os mais velhos da aldeia.

A pergunta KALUMBUNGU LYEBWÉ-LYEBWÉ responde-se com: Wenda dikanga dimeneke!
O mesmo que: Quem vai distante tem de madrugar!

Sabedoria ambundu

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

OLIHILA LINGUYA KEMONO!

O mesmo que: "morrerá sem poder comprar sequer uma agulha"!

A expressão caracteriza o esbanjador e serve como chamada de atenção aos mais novos para que não sigam semelhante exemplo.

OLIHILA, LINGUYA KEMONO!

Sabedoria ambundu
Luciano Canhanga

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

BULAKILA LA NZAMBA IANGU I TALA HALI

BULAKILA LA NZAMBA IANGU I TALA HALI


"pana olonjamba viyaka, owangu owo wutala ohali" (Umbundu)
Lá onde os "elefantes" se degladiam é o "capim" quem sofre.

BULAKILA LA NZAMBA IANGU I TALA HALI

Sabedoria ambundu
Luciano Canhanga

sábado, 28 de novembro de 2009

KANDUNDULU BUÓ?


Na esteira do conhecimento que circula e se transmite na oralidade é uma adivinha, mas por sí só carregada de ensinamentos.

No Jango, quando colocada a pergunta "KANDUNDULU BUÓ"  responde-se com: Mu museke oxenena'mó?
> O mesmo que: Você pode limpar o ânus na areia?

Sabedoria ambundu
Luciano Canhanga

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

IKUKUTA KAYOLO

Ilonga ikukuta; kayolo /maka akukuta; kaoloOs problemas secam; não apodrecem (problemas não resolvidos permanecem)
> Não devemos fugir dos problemas ou postergar a sua resolução; enquanto hoje melhor a solução.
Ilonga ikukuta; kayolo /maka akukuta; kaolo

Sabedoria ambundu
Luciano Canhanga

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

OMANU VALISANGASANGA!


Sabedoria ovimbundu: Olomunda ño ovio kavilisangi; omanu valisangasanga!

Em Kimbundu: Mulu li mulu kalisange; muthu li muthu alisanga!
-Apenas as montanhas não se cruzam, as pessoas cruzam-se sempre!

Para quê maltratar quem a nós se dirige (para um favor ou um serviço) quando amanhã podemos estar na pele deles?


Olomunda ño ovio kavilisangi; omanu valisangasanga!
Mulu li mulu kalisange; muthu li muthu alisanga!


Luciano Canhanga