Tradução: A raposa, no seu canto, diz que não devemos nos afastar do povo. Mesmo sendo predadora, sabe que sua sobrevivência depende da comunidade.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
NINGI LILÊ ATI KOMANU KAKUTINDIWA
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
UWOTELELA SANJI LYI WILU WÊ
(Quem te oferece uma galinha como refeição também deseja saborear carne)
A mensagem é clara: a generosidade não exclui o desejo; quem oferece também aprecia o que oferece. É um convite à moderação, ao respeito e à partilha equilibrada.
domingo, 14 de dezembro de 2025
KYARI KUMAKO, HENDA KUMAZO
A bondade está para as mãos, assim como a simpatia está para os dentes (sorriso)
Este adágio Ambundu (em Kimbundu) traduz uma profunda lição sobre a convivência humana:
- Simpatia revela-se no sorriso, sinal de acolhimento e empatia.
- Bondade manifesta-se nas mãos, pelo gesto de dar, oferecer ou ajudar.
A sabedoria contida nesta expressão lembra que duas atitudes são indispensáveis para tornar o mundo menos pesado:
- Empatia, que aproxima as pessoas.
- Caridade, que sustenta a solidariedade.
Sem esses gestos, a vida torna-se mais árida e as relações humanas perdem o seu sentido essencial.
sábado, 22 de novembro de 2025
KAJILA KAJOKOTA MUZONGE WALULU!
(Literalmente, em Kimbundu: o passarinho queimou e o caldo amargou)
Este adágio Ambundu descreve uma situação delicada e sem saída airosa. A imagem é simples:
- Quando se assa o “passarinho”, é preciso cuidado para que o caldo não amargue.
- Se ambos se estragam, não há como salvar a refeição.
Na linguagem figurada, diz-se que alguém está em KAJILA KAJOKOTA MUZONGE WALULU quando se encontra numa posição extremamente embaraçosa, sem solução satisfatória — uma verdadeira encruzilhada onde qualquer escolha parece má.
terça-feira, 30 de setembro de 2025
ONVULA LY'LUMINO
(A chuva vê-se. O trovão ouve-se.)
Este adágio Ambundu (em Kimbundu) ensina uma lição sobre certeza e dúvida:
- O que se vê (a chuva) é incontestável.
- O que se ouve (o trovão) pode ser verdadeiro, mas deixa margem para desconfiança.
A mensagem é clara: aquilo que testemunhamos com os próprios olhos é mais seguro do que aquilo que apenas ouvimos contar. É um convite à prudência e à verificação antes de julgar ou agir.
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
OCIMBULU CILUMANA!
(O burro de carga, quando cansado, morde.)
Este adágio Ovimbundu, recitado por Gociante Patissa, traz uma lição clara:
- A paciência tem limites.
- A bondade não deve ser abusada.
Quando alguém é constantemente sobrecarregado ou explorado, chega um momento em que reage de forma inesperada. A sabedoria popular alerta para a importância do equilíbrio nas relações: não se deve abusar da boa vontade alheia, pois até o mais dócil pode se revoltar quando exausto.
terça-feira, 8 de julho de 2025
KAMWILE ONGONGO KAKOLELE!
(Quem não sofreu, não amadureceu.)
“Kamwile ongongo kakolele” (Umbundu) é um adágio Ovimbundu que traduz uma verdade universal:
- A experiência da dor e da dificuldade é o que molda a maturidade.
- A necessidade aguça o engenho, e a competência é remédio para tudo.
A mensagem é profunda: sem desafios, não há crescimento; sem provações, não há sabedoria. É um convite à resiliência e à valorização das adversidades como parte do processo de evolução pessoal.
domingo, 1 de junho de 2025
MAKATA MA NKOMBO
(Os testículos do cabrito fizeram o cão passar fome.)
“Makata ma nkombo malekesa ombwa nzala” (Kikongo) é um adágio que ilustra uma lição sobre esperança ilusória e expectativas ingênuas:
- O cão, ao ver os testículos do cabrito balançar, acreditou que cairiam e teria o que comer.
- Seguiu o cabrito por muito tempo, mas terminou o dia com fome.
A mensagem é clara: uma esperança ingênua cria falsas ilusões sobre o futuro. Muitas vezes, vivemos na expectativa de que algo ou alguém mudará a nossa sorte — “talvez agora dê certo” — e acabamos presos à espera, sem agir para transformar a realidade.
terça-feira, 13 de maio de 2025
ONGULU IMBUMBILA KUXITA! _ OMONA SO KWAMAMÔ!
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| Maria Canhanga |
(O porco engorda na lixeira; a criança desenvolve-se ao lado da mãe.)
Este aforismo Ambundu, de origem kibalense, aplica-se em várias circunstâncias:
- O porco engorda na lixeira, alimentando-se dos restos.
- A criança cresce junto da mãe (ou dos progenitores), recebendo cuidado e protecção.
sexta-feira, 25 de abril de 2025
PWETE NJILA, PWAPITI MUTHU
(Onde há caminho, passou pessoa.)
Este aforismo Ambundu (variante Kibala) ensina uma lição de humildade e reconhecimento:
- Se você encontrou um caminho aberto, é porque alguém o criou antes.
- Em vez de criticar quem veio antes, esforce-se para melhorar o que já existe.

Só quem construiu sabe o quanto suou para tornar possível aquilo que você encontrou.
A mensagem é clara: valorize o esforço dos antecessores e contribua para aperfeiçoar, não para destruir.
terça-feira, 4 de março de 2025
KYAMBATA MEMA KYALENGE
(O que a água consegue transportar é porque é leve.)
Este aforismo Ambundu (Lubolu) ensina uma lição sobre limites e proporcionalidade:
- A correnteza só leva o que é leve, conforme a força do seu caudal.
- Da mesma forma, ninguém carrega o que está além da sua capacidade.
A mensagem é clara: cada um deve assumir apenas aquilo que pode suportar. Forçar além dos limites traz desgaste e fracasso. É um convite à prudência, à avaliação realista das forças e à busca de equilíbrio.
domingo, 16 de fevereiro de 2025
Mukwata bulu munwa mema!
(Quem procura agarrar a lebre acaba saciando a sede.)
Este aforismo Ambundu ensina uma lição sobre persistência e ganhos inesperados:
- Ao perseguir um objetivo, muitas vezes encontramos benefícios adicionais ao longo do caminho.
- Mesmo que não alcancemos exatamente o que procuramos, podemos aproveitar oportunidades que surgem.
Significados e Reflexões:
- Persistência com recompensas múltiplas: Quem se empenha na busca de um objetivo abre portas para conquistas imprevistas.
- Flexibilidade nos resultados: É importante estar aberto a diferentes desfechos e reconhecer os ganhos não planejados.
- Adaptabilidade: A vida oferece bênçãos inesperadas quando seguimos firmes na jornada.
Mensagem central:
Este adágio é um convite à resiliência e à gratidão pelos frutos inesperados que a vida oferece durante a busca dos nossos objetivos.
