“Quando morre a cobra, não há choro.”
Na tradição bakongo, este provérbio afirma que a morte de quem espalha maldade não deixa luto, nem saudade, nem lágrimas.
Quando parte alguém cuja vida foi marcada por crueldade, injustiça ou perfídia, não há lamentações, porque a sua memória não gerou afecto, apenas temor ou sofrimento.
O adágio sublinha que:
- A conduta de uma pessoa determina o eco da sua partida.
- Quem semeia maldade, colhe indiferença.
- A ausência do opressor é alívio, não tragédia.
Assim, tal como a cobra cuja queda não provoca choro,
a morte do maldoso não convoca prantos — apenas silêncio, paz e continuação da vida.