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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

NHOCA NI DINHOTA

Se uala ni dinhota, o nhoca ya di té ku mudingi o banga kiebi?

Se tiveres sede e a cobra estiver enrolada ao moringue que fazes?

Sabedoria Kimbundo
S.C.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

ÚXIQUI KA ULI TUJI

A noite não come porcaria, pelo contrário aguarda-a.
Nas aldeias mais recônditas, onde não há sequer latrinas, os habitantes, mesmo à noite, isolam-se o suficiente que podem para as necessidades... Isto é porque preferem evitar as críticas dos vizinhos e os constrangimentos a si mesmos que podem ser provocados pela porcaria próximo das habitações.

A lição é que: Se tiver de fazer algo errado fá-lo longe das pessoas e longe de si mesmo.

ÚXIQUI KA ULI TUJI

Sabedoria Ngoya
Soberano Canhanga (recolha)

sábado, 3 de novembro de 2007

O HOMBO Y SANGUILA YAHILA KUMUNGOLÓ

A cabra de sociedade morreu na corda (no pasto).

O mesmo que: Um negócio com vários sócios nem sempre corre de vento em popa. Cada um conta com o outro e no fundo ninguém acaba por realizar a tarefa.

Para cada tarefa um homem. Para cada homem uma tarefa.

O HOMBO Y SANGUILA YAHILA KUMUNGOLÓ

Sabedoria Ngoya

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

MBATI KALONDO KUITINDI


"O cágado não sobe ao tronco". Sempre que se encontre um cágado por cima dum tronco ou coisa parecida devemos pensar que alguém aí o colocou.

Significa também que os detentores de cargos, sejam eles públicos ou meramente institucionais/organizacionais, alguém os nomeou ou depositou neles confiança para o exercício de tal papel. E é normal e colegial que quem os colocou ou delegou o papeis os venha a revogar.
Então, fixe bem este provérbio Ngoya.

MBATI KALONDO KUITINDI

Soberano Canhanga

domingo, 9 de setembro de 2007

KANDUNDULO BUÓ

Geralmente é uma pergunta. Mas serve também de provérbio. Uma frase cheia de ensinamento e que se aplica em determinadas situações quando se quer chamar atenção a algo que não se pode fazer.

Literalmente, Kandundulo buó é respondida com a expressão: Mo musseque o chinena'mo?
(podes limpar o ânus na areia)?

Com certeza que ninguém depois de defecar limpa o ânus com areia. Nem com folhas espinhosas...
Existem objectos apropriados para dar soluções a determinadas situações.

Sabedoria ambundu
Soberano Canhanga

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

MULONGA WA NGULU TXOMBO QUEXI KUHUSSOPHA

Txombo mue ngulu.

Em Conversa de porco não se pode pedir conselho ao javali. Embora vivam em sítios diferentes pertencem ambos à mesma família.



MULONGA WA NGULU TXOMBO QUEXI KUHUSSOPHA: Txombo mue ngulu.

Provérbio Cokwe
Soberano Canhanga

terça-feira, 14 de agosto de 2007

O MUTHU KANANGE KALA MBINZA MU MALA

Tradução literal: Uma pessoa não deve passar o dia como passa uma camisa na mala.

Sentido pedagógico: Um apelo ao trabalho. É o trabalho quem dá, e há sempre algo para ser feito.

Fixe bem: O MUTHU KANANGE KALA MBINZA MU MALA

Prov. Ngoya
Um conselho de pai ao Soberano Canhanga em 1982

O MBINDA K'UKULU KAKETA UALA UAMBOTE

Traduzido ao pé da letra para o portugûes teríamos: A cabaça antiga é a que produz a boa garapa ( kissangua).

Este provérbio desperta-nos para a importância da valorização do antigo face ao novo.
Não são inválidos os conhecimentos antigos, nem os seus detentores.

O provérbio análogo dita: Na boca de um idoso saiem dentes podres, nunca palavras vãs.
Mu kanha li’lamba (muali'akime) mutunda mazo olo, mutundo maka’iba.
O MBINDA K'UKULU KAKETA UALA UAMBOTE

Prov.Ngoya
Soberano Canhanga

KUMBI LIU TUNGA ZEMBA LIU XICA MUIXI

Tradução literal: O dia da construção do palácio (real) é o de assobiar. Se lhe passar não haverá igual.
Sentido pedagógico: Há oportunidades í­mpares que não se deve desperdiçar; oportunidades que se não forem bem aproveitadas, jamais acontecerão iguais. Vejamos: Um pedreiro enquanto estiver a construir o palácio (real ou governamental) pode fazer nele o que quiser; Cantar, correr, dormir, etc.. Terá ele as mesmas oportunidades uma vez entregue o palácio ao monarca ou governante?
Então fixe: KUMBI LIU TUNGA ZEMBA LIU XICA MUIXI

Prov.Ngoya
Soberano Canhanga

KUA KIUPATE...


KUIACO LIO KIUCA-CO, KI KU KIUPATA OLI'OMBUA KA IMBILA HITA.
Tradução literal: Trata-se de uma questão de ir (reflectir) e voltar. Porque se fosse para levar a sério, pelo que faz o cão, nem comida mereceria.
Sentido Pedagógico: Há pessoas que pelo que fizeram nem um bom dia mereceriam, Porém é preciso perdoar porque todos somos propensos a erros...É com a reconciliação que se controi a Nação.
KUIACO LIO KIUCA-CO, KI KU KIUPATA OLI'OMBUA KA IMBILA HITA.
Prov.Ngoya
Soberano Canhanga

WA LINANGINA MUWINGI

O ausente se assemelha ao desconhecido.

Significa que: por mais que precisemos de um parente ausente, não nos pode ser útil no momento.

WA LINANGINA MUWINGI

Prov. Ngoya

Maria Canhanga (Mae do Soberano)

UZÚMBULA KAHI KU TOPA...

Ú sumbo wa henge liúmbinga wa soxi. (A destreza do henge e os chifres da seixa).
Henge e a seixa são animais selvagens.
Trata-se de uma anedota que envolve os dois animais que se desafiam cada um a valorizar as suas qualidades.
O sentido pedagógico dita:-Se alguém te respeita, não é porque te teme. É porque assim mandam as boas maneiras e a boa educação. Não menospreze aquele que te respeita.
Ú SUMBO WA HENGE LIÚMBINGA WA SOXI
Prov. Ngoya
Soberano Canhanga

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O XISA LI HAJI LIAMBATA UELUKA

O XISA LI HAJI LIAMBATA UELUKA!
Tradução literal: A esteira (urna funerária) comprada para enterrar o doente serviu ao saudável.

Sentido Pedagógico: A vida prega surpresas. Não fazer conclusões precipitadas ou festa antes do tempo porque os que estão hoje na mó de cima podem estar, amanhã, nade baixo. Os inimigos de hoje podem vir a ser os amigos do amanhã. Os que parecem fracos hoje podem ser os mais fortes amanhã.

Fixa bem: O XISA LI HAJI LIAMBATA UELUKA!
Prov. Ngoya

Soberano Canhanga

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

KUIA SENZA KU PUTO MEMA...



Ngoia: kuia senza ku putu mema; Kuia muthu a samba kuputu ilonga (maka). Tradução literal para Português: Para onde se estende a depressão não escasseia a água; Onde há homens não escasseiam desentendimentos.

Sentido pedagógico: As divergências são próprias da coabitação entre homens. Onde há homens há sempre desentendimentos. O mais importante é resolvê-los. Não adianta afastarmo-nos de alguém por ser problemático. Devemos é compreendê-lo e procuar resolver os litígios.

KUIA SENZA KU PUTO MEMA; KUIA MUTHUA A SAMBA KU PUTU ILONGA (MAKA).

Soberano Canhanga

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Ú WAKAMBE LANZUANA KALONDO KU NDANDI

Tradução literal: Quem não tem unhas não sobe à pedra. Ao tomar uma decisão devemos avaliar se somos ou não capazes de...

Ú WAKAMBE LANZUANA KALONDO KU NDANDI

Soberano Canhanga (recolha)

WA INDAMA KAXIKUMANINA KU MBONGO

Provérbio Cokwe que traduzido para o português significa: Um azarado não se deve sentar junto ao precipício.
Quando forças contrárias concorrem para nossa derrapagem é preciso tomarem-se cautelas.

WA INDAMA KAXIKUMANINA KU MBONGO

Soberano Canhanga (recolha)

HIM, HIM...HIM, HIM...

É uma divinha ngoya cuja resposta é:

Uamba mukweno eye phe?
É simultâneamente um provérbio que traduzido o seu sentido reza:
-Falas mal dos outros e que tal de ti­? O mesmo que: não julgues para que não sejas julgado.
HIM, HIM...HIM, HIM...Uamba mukweno eye phe?


Soberano Canhanga

LISU LIAFUA THULU MUALI

Provérbio Cokwe Literalmente: olho furado (cego) mas sono a dobrar. Ou seja, apesar da cegueira o sono é a dobrar.
Significa que ser-se portador de alguma deficiência não torna o indivíduo, de todo, inválido.

LISU LIAFUA THULU MUALI
Soberano Canhanga (recolha)

KU NDENGI INJI UENJIA KO

Hima olitombeta, kundenji inji uenjia ko

Literalmente para o português significa: por mais piruetas que faca o macaco esta sempre ciente do perigo.

O demente, o ébrio e outros tantos que aparentam uma carga de irresponsabilidade estão sempre cientes do perigo.

HIMA OLITOMBETA, KU NDENGI INJI UENJIA KO




Soberano CANHANGA (recolha)

AMUOWILA, WOWA!

Traduzido literalmente para Português significa: Quem se afoga (na água) e quer ser salvo tem de nadar, ou seja, tem de merecer a ajuda.

Sentido Pedagógico: É preciso que o necessitado ajude a ser ajudado, fazendo a sua parte.

AMUOWILA, WOWA!

Prov.Ngoya
Por: Soberano Canhanga

LA SAPO (adágios)


Um recúo ao passado para compreender o presente e evitar erros no futuro... Os Provérbios em Ngoya encerram em sí uma grande Carga Pedagógica que não se pode menosprezar. Vamos estudá-los e aproveitar os ensinamentos).
Ponto prévio
Se a lí­­ngua que se fala no Libolo,Quibala, Ebo, Quilenda, Gabela e Parte do Waco Kungo, etc. é kimbundu, Umbundu ou Ngoia, é um debate para o qual convido iminentes estudiosos de História e linguí­­stica, como os Doutores Ndonga Fwa e Amélia Minga ou ainda o Reverendo Gabriel Vinte e Cinco. Este último, conhecedor da Quibala e vizinhança, é um dos poucos amigos que me incutiu o amor pelos Nossos Traços Identitários e que me apelou à necessidade de os perpetuar, legando-os a novas gerações.

Esta coleção é, portanto, uma homenagem ao pastor Vinte e Cinco. O meu objectivo, aqui, é apenas traduzir para o papel o que ainda me resta do Njango, com os meus avós.

Provérbio em Ngoya (língua entre Kimbundu e Umbundu) não é ainda um trabalho acabado. É apenas um arquivo BRUTO que a seu tempo será filtrado e trabalhado do ponto de vista ortográfico e semântico.

A todos quantos têm dado as suas contribuições, comentando ou emendando, o meu muito abrigado.

Por: Soberano Canhanga (do Bango de kuteca, Libolo)

Ú UOPANA USUKULA UOPANA USEPHA MAKO

Tradução literal: Quem te incumbe a tarefa de lavar dá-te a possibilidade de ter as mãos limpas.
Sentido pedagógico: 1º: Ninguém vai ao rio lavar e volta com as mãos (roupas) sujas.
2º: Se alguém te der algo público para administrar, de igual modo te dá a possibilidade de resolver alguns problemas pessoais (no que tange às regalias). Imagine que alguém te atribua um carro para a recolha de colegas. Este, tanto servirá a Empresa como facilitar-te-á na resolução de algumas preocupações pessoais (levar um parente doente ao hospital, por exemplo).
Retém sempre: Ú UOPANA USUKULA UOPANA USEPHA MAKO
Prov. Ngoya
Por: Soberano Canhanha e Revº Vinte e Cinco

THAXI JA NGANDU MULUIJI NHI KU MUXILA-KO

Provérbio Cokwe que literalmente quer dizer: A força do jacaré é (reside) no rio (água) e não na cauda.

Significa que é importante que saibamos explorar as nossas potencialidades e investirmos em aperfeiçoá-las, ou apostar naquilo em que temos maior vocação.

THAXI JA NGANDU MULUIJI NHI KU MUXILA-KO

Soberano Canhanga

THAMBI YA MAMA KUIMBELA TUIMBELA

Provérbio ngoya que traduzido ao pé da letra significa: No óbito da mãe cada um joga um pedaço (faz/da o pouco que poder).

Pois, assim deve ser no nosso dia a dia. Cada um fazendo a sua parte, a vida em Comunidade avança.

Cada um deve fazer a sua parte para o progresso da humanidade.

THAMBI YA MAMA KUIMBELA TUIMBELA

Soberano Canhanga (recolha)

KUFUMANA

KUFUMANA, KUFA!

Tornar-se demasiadamente afamado é caminho para a morte.

KUFUMANA, KUFA!


Prov. Kimbundu

Soberano Canhanga

MAHEZO

Kaiete li sapo kaioto
Tradução literal: uma conversa sem provérbio não anima (motiva).
Sentido pedagógico: Uma exposição sem exemplos não convence. Ou seja, toda exposição tem de ser seguida de exemplos. Não basta dizer, é preciso demonstrar.
Fixa bem: Kaiete li sapo kaioto

Prov. Ngoya
Por: Soberano Canhanga

XA NDUNDULO XA MUAMBA, XA ÑONE XIUKETA

O dendém do Ndundulo serve para a muamba (consumo imediato) e o do Ñone para o fabrico (consumo posterior).

Provérbio Ngoya que se aplica quando se está em presença de um ganancioso; alguém que queira poupar os seus recursos gastando os de outrem.

É uma expressão de repúdio.

XA NDUNDULO XA MUAMBA, XA ÑONE XIUKETA

Prov. Ngoya
Por: Soberano Canhanga

A CARGA PEDAGÓGICA NOS PROVÉRBIOS EM NGOYA


A zona sobre qual me vou debruçar é a que vai do Libolo a Kibala, abrangendo Kilenda, Ebo, Gabela, Mussende e parte do Uaco-Kungo.

Trata-se de uma zona de transição etno-linguística entre os ovimbundu e os ambundu. Por isso, a nossa língua contém elementos das duas línguas com maior ou menor acentuação, à medida que nos vamos aproximando ou distanciando dos pólos.

No período da existência do reino do Ndongo, o Libolo, a Kibala, Ebo, Kilenda, Gabela e até parte do Uaco Kungo eram partes integrantes deste reino, razão pela qual quando perguntamos a alguém destas áreas que língua fala, a resposta é sempre: Kimbundu.

Demonstrou-o muito bem o Reverendo Vinte e Cinco no seu livro “Os Kibalas”. O Dr. Moisés Malumbu no seu livro “os ovimbundos do planalto central de Angola” faz também excelentes apreciações sobre os povos vizinhos dos ovimbundu e das relações de interdependência.

Não basta, porém, esta relação de pertença para dizermos, como muitos o fazem, que "somos bailundus ou kimbundus" por extensão da língua. Temos características próprias, costumes próprios e uma língua própria que deve ser estudada. Temos os nossos provérbios com grande carga pedagógica e no que toca a outras particularidades da nossa cultura e História, é só vermos que nenhum outro povo, dos que habitam Angola, construiu necrópoles (sepulturas em pedras) senão os nossos ancestrais.

O que quero partilhar convosco é que independentemente dos kibalas falarem uma língua parecida com o kimbundu ou umbundu, esta língua tem um nome. Deve ser perpetuada a novas gerações e por isso, investigada, divulgada e ensinada.Tenhamos como exemplo a própria língua portuguesa que falamos, herdada do colono. É uma língua que deriva do latim, tal como o espanhol, o italiano, o francês, o romeno, entre outras e recebe empréstimos do inglês e línguas africanas.

-O português é ou não uma língua própria?-Tem ou não um nome?-É ou não estudado, desenvolvido, divulgado e transmitido a novos falantes?Este exemplo chama-nos atenção para o que devemos fazer para a valorização da nossa língua.

Não quero, aqui e hoje, definir que nome atribuir à nossa língua. Pesquisei um pouco e encontrei várias divergências entre os autores. Mas que temos que investigar, isso temos.

Em seguida quero mostrar-vos o que tenho feito para demonstrar a carga pedagógica dos provérbios da nossa língua que chamo por ngoya neste ensaio.

Sentido pedagógico dos provérbios

Permitam-me que vos fale um pouco da Grécia antiga, tida como “a terra do ‘franco falar” pela liberdade existente na altura dos grandes filósofos como Sócrates cuja escola forjou o grande Platão (Atenas) e a Academia, Aristipo (Cirene) e os cirenaicos, Diógenes e os cínicos, Euclides (Megara) e os megáricos, entre outros.

Hoje, mais de 25 séculos passados, O "grande mestre" tem sido ainda opção preferida de muitos educadores que lembram o hábil inquiridor que finge tudo ignorar para tudo demolir, e investir, a seguir, despido dos julgamentos precipitados, na construção do saber, legitimado pela participação do interlocutor. É a refutação e a maiêutica. Assim é também a escola ngoia nos seus fundamentos didácticos.

Vejamos os casos seguintes:

1.-Úlielela kufula, kuimba ndungue úputu. (confiar é falhar, aconselhar é carência de actividade).

Depois de uma introspecção, o jovem deve concluir que: é preciso ter sempre um plano alternativo e não confiar demasiadamente numa única via.

Em educação, as teorias vão e vêm, as experiências se sucedem, mas, por vezes, algumas ideias permanecem e algumas experiências resistem, ainda que de forma parcial, a novas práticas.

Vejamos agora:

_Uateleka sanji li uilo ué. Literalmente para português quer dizer que: quem cozinha uma galinha também tem vontade de comer carne.

Sentido pedagógico: Um convite para se estar à vontade não deve significar libertinagem.

Em que contexto se aplica? Lá na Kibala quando se abate uma galinha para uma visita ela deve ser servida completa. Os anfitriões comem o que restar da mesa. O convidado deve porém saber que pelo facto de lhe ter sido servido o frango completo não significa que os anfitriões não gostem de carne de galinha.

Os provérbios em ngoia reflectem também um ensino virado para a experiência.

Quantos apressados terão sido arrastados pela corrente de um rio sazonal por imprudência?Aqui a nossa sabedoria dita através de mais um provérbio:

-O luiji ki luezuka lupixile. (se o rio estiver cheio deixe-o passar).

O ensinamento é que: se alguém estiver furioso deixe-o descarregar toda a sua fúria e aborde-o depois para chamá-lo à razão. Pelo contrário não haverá entendimento. Ou ainda, se se deparar com um conflito deixe primeiro amainar os ânimos. Não seja apressado.


Por: Soberano Canhanga

Bibliografia
-Baptista Mondin: Introdução a Filosofia
-Gabriel Vinte e Cinco: Os kibalas
-Gilda Naécia de Barros: Sócrates -Raízes Gnosiológicas do Problema do Ensino- Conferência na Fac. Educação da Universidade de São Paulo.
-Moisés Malumbu: Os ovimbundos do planalto central de Angola.

Texto tb. publicado em: www.olhensaios.blogspot.com

MUNDOQUE ULIA MUTHU

Mu mbala mua kambe imbanda mundoque wali muthu.

Na aldeia sem kimbanda (médico) uma íngua matou alguém.Significa que quando não se tem especialistas cometem-se erros gravosos.

Mu mbala mua kambe imbanda mundoque wali muthu


Soberano Canhanga (recolha)

A RETOMA DO EXERCÍCIO


Retomo aqui um exercício que já vinha sendo exercido (perdoe o pleonasmo) em Proverbios e em Olhoensaios. Páginas em que se juntavam pesquisas "proverbiais" e outros ensaios.


Julgo ter conseguido agora separar as coisas para melhor consulta.

Em http://www.olhoensaios.blogspot.com/ ficam somente os ensaios doutra natureza ( Comunicação, Jornalismo e outros).


Boa leitura e contribuição


Soberano Canhanga