Translate

quarta-feira, 1 de abril de 2026

KOWIÑI KEYAW

 

Kowiñi keyaw

Tradução: A multidão é a travessia, é a ponte. As soluções encontradas na colectividade são as melhores respostas.

Explicação cultural:
Este provérbio é recitado em assembleias ou momentos de tomada de decisão. Na tradição Ovimbundu, as decisões importantes são discutidas em grupo, valorizando o consenso. A “multidão” simboliza segurança e sabedoria coletiva, reforçando que a união constrói caminhos e resolve problemas.

sexta-feira, 6 de março de 2026

KWAT'OKO LWKWENE LIKA LYOVE CIKUPÕLA

Tradução: Segura com o outro, porque sozinho pode escapar-te.

Explicação cultural:
Este provérbio é frequentemente usado em contextos de trabalho agrícola ou atividades coletivas. Entre os Ovimbundu, a agricultura é feita em mutirão, e a cooperação garante melhores resultados. A frase ensina que, para alcançar objetivos, é preciso unir forças, pois sozinho é fácil perder oportunidades ou falhar.

Kwata oko lukwene lika lyove cikupôla

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

NINGI LILÊ ATI KOMANU KAKUTINDIWA

Tradução: A raposa, no seu canto, diz que não devemos nos afastar do povo. Mesmo sendo predadora, sabe que sua sobrevivência depende da comunidade.

Explicação cultural:
Este provérbio é usado para lembrar que, mesmo os mais fortes ou astutos, como a raposa, não sobrevivem isolados. Entre os Ovimbundu, a vida comunitária é essencial: partilha de alimentos, ajuda mútua e solidariedade garantem a sobrevivência. É recitado em reuniões familiares ou comunitárias para reforçar a importância de manter laços e não se afastar do grupo.

Ningi lilê ati komanu kakutundiwa

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

UWOTELELA SANJI LYI WILU WÊ

 (Quem te oferece uma galinha como refeição também deseja saborear carne)

Este adágio Ambundu (em Kimbundu) traduz uma norma cultural e uma lição sobre reciprocidade.
Nas comunidades rurais Ambundu, a tradição dita que, ao oferecer uma galinha como refeição, esta deve ser servida inteira ao visitante. Cabe ao convidado consumir o necessário e deixar parte para os anfitriões, reconhecendo que quem dá também tem vontade de partilhar.

A mensagem é clara: a generosidade não exclui o desejo; quem oferece também aprecia o que oferece. É um convite à moderação, ao respeito e à partilha equilibrada.